domingo, 20 de agosto de 2017

Que corpo é este ?

A lição de hoje da EBD (http://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2017/2017-03-08.htm) mostra a Igreja como um corpo, cuja cabeça é Cristo.

Na época em que o Apóstolo Paulo escreveu isso, claro que não tinha o avanço da microscopia de hoje.

Se tivesse, sem dúvida que ele teria usado o termo ÓRGÃOS ou CÉLULAS em vez de MEMBROS.

A mudança do termo só aumenta o sentido da mensagem: A DIFERENÇA NA DIVERSIDADE é a tônica máxima do Corpo de Cristo.

Não é raro vermos membros ou congregados que "discriminam" o outro porque não canta, não prega, não profetiza, ou não pratica nenhum dos ministérios mais evidentes, esquecendo que, assim como as células do corpo são diferentes umas das outras em funções e morfologias, assim também as pessoas que compõem uma igreja local.

Seus talentos e dons são diferentes uns dos outros, e nem sempre são aqueles que as pessoas consideram "cheios de unção".

É instintivo do ser humano encontrar maneiras de discriminar o outro, seja pelo exterior (roupas, costumes, etc) seja pelas ideologias e atitudes. Infelizmente, a igreja local não está livre disso, e não é incomum vermos pessoas entristecidas por serem alijadas ou discriminadas em função de pretextos dos mais ínfimos possíveis.

Mas se formos pensar com cuidado, o caráter que se mostra mais defeituoso nos que apontam o "erro" ou "falha" dos outros, do que realmente nos que são apontados. Sem esquecer que, às vezes, a falha ou erro só existe na mente dos que apontam.



domingo, 23 de julho de 2017

A GRANDE TENTAÇÃO DE CRISTO

Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer- se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado.   (Hebreus 4.15)

Que tipo de tentações Jesus teve ?

Todas as possíveis e imagináveis.

Entre estas, aquelas que as pessoas não imaginam.

Quando se fala em tentações de Cristo, claro que elas não se limitam ao encontro com o Tentador (Mateus 3).

Tampouco às tentações de caráter sexual às quais muitos sucumbem.

Certamente Jesus deve ter sido tentado em usar seu poder divino fora do tempo certo, para aliviar o sofrimento das pessoas que o rodeavam.

Imagine-o vendo...
...as necessidades materiais de sua família
...a opressão dos romanos ao seu povo
...as injustiças do clero judaico contra as pessoas
...e não poder fazer nada, mesmo tendo o poder de fazer TUDO !

Pois se ele usasse seu poder antes do momento determinado pelo Pai, estaria DESOBEDECENDO, e portanto PECANDO.

Mesmo que fosse para ressuscitar ou curar um ente querido...ou para minorar o sofrimento de seu povo.

Os livros apócrifos relatam muitos supostos milagres de Jesus na infância e adolescência. Não merece credibilidade, pois nos evangelhos sinóticos o regresso de Jesus a Nazaré não foi lembrado por nada disso.

Seus conterrâneos não se lembravam dele como pregador ou milagreiro, apenas como "o filho do carpinteiro".

Ou seja, sua infância e adolescência, por quase 30 anos, foram absolutamente comuns. Sem parecer nem formosura, como dissera o profeta Isaías.

Essa, sem dúvida, foi a grande tentação de Cristo: A TENTAÇÃO DO PODER, A PROVA DA OBEDIÊNCIA, obedecer à ordem de auto-anulação e auto-humilhação.

Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. Filipenses 2:7-8

Infelizmente muitos crentes não sobrevivem a essa tentação.

Ao receberem algum tipo de poder ou status (material ou espiritual), o orgulho sobre a cabeça, e ali começa a queda.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

BUSCAI-ME E VIVEI

A Bíblia nos conta que, em certa época da história do povo de Israel, ele estavam adorando outros deuses, apesar de Deus ter alertado aquelas pessoas que isso era um grande pecado, pois DEUS abomina toda forma de idolatria.

QUEM ERA O CULPADO POR ESSA APOSTASIA DO POVO ?

Deus, por intermédio do Profeta Jeremias, repreendeu 4 classes de pessoas daquela época como culpados pela situação moral e espiritual do povo.

Os Sacerdotes - Se estes não tivessem negligenciado suas obrigações, não aconteceria a crise espiritual. A função sacerdotal era reconciliar pessoas com Deus por meio dos sacrifícios, porém, eles tornaram-se mornos e indiferentes. Os sacerdotes estavam tão indiferentes à presença e ao poder de DEUS que não notaram que Ele os deixara. Não procuravam saber por que a presença e a bênção do Senhor se haviam afastado de Israel. Hoje, os líderes espirituais devem se preocupar e muito, quando a presença de DEUS e as manifestações do ESPÍRITO SANTO não se constatarem nas suas congregações. O fiel servo de DEUS perguntará: Onde está o SENHOR? (v.2.8)

Os Levitas - Responsáveis por ensinar ao povo os desígnios de Deus, estavam sendo castigados por não terem experiência própria com o Senhor. É triste quando alguém é estudante ou mestre da Palavra de DEUS, mas não conhece o Senhor como seu Salvador pessoal não tem comunhão com Deus.

Os Pastores – significa os governantes, as autoridades do povo, que permitiam e aceitavam as práticas pecadoras das pessoas.

Os Profetas – Os profetas tinham o dever de encaminhar o povo de volta a DEUS e de chamá-lo ao arrependimento. O profeta devia falar somente a Palavra de DEUS. Entretanto, muitos dos profetas de Judá, por estarem totalmente desviados, profetizavam pelo poder demoníaco, em nome dos ídolos. 

Nos dias de hoje, nossas igrejas, em vez de estarem cheias de profetas de Deus, estão lotadas de profetizadores, trazendo mensagens de sucesso e vitŕia, mensagens de paz e otimismo, quando na verdade deveriam trazer mensagens de arrependimento e conversão.

O Apóstolo São Paulo já nos alertava em sua 1ª Carta a Timóteo 4:1. “Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns se desviarão da fé“.

A apostasia, ou seja, quando a pessoa de livre e espontânea a vontade se afasta de Deus, acontece hoje em dia de duas maneiras: teológica- a pessoa rejeita de todos os ensinos de CRISTO; moral - aquele que era crente deixa de permanecer em CRISTO e volta a ser escravo do pecado e da imoralidade.

Hoje em dia, vemos falsos dirigentes apresentando uma salvação fácil e uma graça divina sem valor, desprezando as exigências de CRISTO quanto ao arrependimento, à santificação, e à lealdade a DEUS e sua Palavra. Vemos hoje em dia os falsos evangelhos, voltados a interesses humanos, sendo muito aceitos pelo povo.

Muitas igrejas de hoje permitem quase tudo aos seus membros, para terem muito dinheiro, sucesso e prestígio. Se tornou coisa rara o evangelho da cruz, com o desafio de sofrer por CRISTO, de renunciar todo pecado, de sacrificar-se pelo reino de DEUS e de renunciar a si mesmo.

Isso nos mostra que grande mentira é a pregação de que “o grande avivamento está chegando”, quando milhares de almas virão a Cristo nos templos. Pelo contrário, a situação só vai piorar.

Mas no dia do Senhor, cairá a ira de DEUS contra os que rejeitarem a sua verdade (1Ts 5.2-9). O triunfo final do reino de DEUS e sua justiça no mundo, não depende do crescimento da igreja cristã, mas da intervenção final de DEUS, quando Ele se manifestará ao mundo com justo juízo.

Da mesma forma que o Povo de Israel no passado, se a Igreja deixar se corromper e desprezar a Bíblia e for andar sob visões e interpretações humanas das Escrituras, será uma Igreja morta ou esvaziada, na direção do abismo e desvio espiritual.


Como temos pregado a Palavra de Deus hoje em dia? Em nosso nome próprio ? Ou no nome de Cristo Jesus?

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Parecer da SBB Sobre a Polêmica em Torno do Nome de Jesus

Observe-se inicialmente que não tem cabimento a afirmativa de que o nome Jesus é de origem grega e não hebraica.

Esse nome, transliterado para o grego como Iesous, é hebraico e vem de Yeshua” (as aspas representam a letra ayin).

A forma plena da palavra é Yehoshua, que, a partir do Cativeiro babilônico, passou a dar lugar, geralmente, à forma abreviada Yeshua”.

Até o começo do segundo século d.C. Iesous (Yeshua”) era um nome muito comum entre os judeus. Na Septuaginta, versão do Antigo Testamento que os judeus fizeram entre os anos 285 e 150 a.C., do hebraico para o grego, o nome Iesous aparece para referir-se tanto a Josué (quatro indivíduos) como aos oito Jesua mencionados em Esdras e Neemias.

Iesous não é nome de nenhum deus da mitologia grega, tanto que não aparece em nenhum clássico grego.


Sugestão bibliográfica
Roger L. Omanson, “What´s in a Name?”, The Bible Translator, Nova Iorque, United Bible
Societies, janeiro de 1989, p. 109-119.
Idem, “Lázaro y Simón”, Traducción de la Biblia, Miami, Sociedades Bíblicas Unidas, 1o.
Semestre de 1995, p. 13-17.

A ESCOLA DOMINICAL

I - INTRODUÇÃO

A Escola Dominical é uma atividade essencial para a Igreja.

"E perseveravam na doutrina dos apóstolos" (Act 2.42).

A Igreja precisa de pensar na relevância do ensino bíblico da Bíblia.
A Escola Dominical conjuga os dois lados da Grande Comissão dada à Igreja (Mat 28.20; Mar 16.15). Ela evangeliza enquanto ensina.

O cumprimento da Grande Comissão através da Escola Dominical, pode ser visto em quatro etapas:
Alcançar - a Escola Dominical é o instrumento que a igreja possui para alcançar faixas etárias de maneira a ensinar de acordo com as necessidades.
Conquistar - através do testemunho e da exposição da Palavra: "...serão todos ensinados por Deus...todo aquele que do Pai ouviu e aprendeu vem a mim" (João 6.45).
Ensinar - até que ponto estamos a ensinar aqueles que se tem convertido? O ensino das doutrinas e verdades eternas da Bíblia, na Escola Dominical deve ser pedagógico e metódico como numa
escola, sem contudo deixar de ser profundamente espiritual.
Treinar - devemos treinar os crentes para que instruam outros.

II - ORGANIZAÇÃO
A administração do ensino na Escola Dominical só será eficiente se houver organização.
Organizar tem a haver com ordem, método de trabalho, planeamento, preparação e definição de objetivos.
"Uma vez que a ordem permeia o universo de Deus, temos base para crer que o céu é um lugar de perfeita ordem. Leis infalíveis regulam e controlam toda a natureza, desde o minúsculo átomo até aos maiores corpos celestes. Deus é um ser organizado: planeou a criação; a nossa redenção; o tabernáculo; a multiplicação dos pães, etc. Assim tudo quanto fazemos para Deus também deve obedecer a uma ordem organizada.
Na Escola Dominical deve estar presente: o planejamento e a avaliação dos resultados. Deve-se fixar responsabilidades e atender às necessidades espirituais das pessoas envolvidas.

III - CRESCIMENTO
A Escola Dominical deve crescer tanto em quantidade como em qualidade.
Quais são os passos necessários para que a Escola Dominical cresça?
1. Os professores devem incentivar pessoalmente os assistentes na Igreja local a envolverem-se na Escola Dominical.
2. Os professores devem apresentar o programa anual da classe da Escola Dominical estimulando os alunos a envolver-se.
3. Os alunos mais maduros devem expressar as sua experiências de crescimento a outros para que estes também se envolvam.
4. Deve-se promover campanhas evangelísticas locais, como distribuição de folhetos.