quinta-feira, 16 de outubro de 2014

REVISTAS DA ESCOLA DOMINICAL - 4º TRIMESTRE DE 2014

Disponibilizamos gratuitamente as revistas de Jovens e Adultos da Escola Dominical 
4º trimestre de 2014 !



INTEGRIDADE MORAL E ESPIRITUAL - O legado do livro de Daniel para a Igreja de hoje - Clique AQUI para baixar !




HOMILÉTICA PARA TODOS 
"Chegou a SUA VEZ de pregar" 
Revista da Igreja-Mãe das Assembléias de Deus no Brasil, em Belém do Pará
(adotada também pela Assembléia de Deus - A Pioneira - Macapá-AP) - Clique AQUI para baixar



sexta-feira, 10 de outubro de 2014

FARISEUS DE ONTEM E DE HOJE


Os fariseus eram um grupo religioso dos tempos de Cristo. Eram em sua maioria empresários de classe média e, por isso, tinham mais contato com o homem comum ("zé povinho"), sendo muito estimados. Defendiam a tradição oral (interpretações das Escrituras) como tendo a mesma autoridade da Palavra Escrita. Os fariseus procuravam obedecer rigorosamente a estas tradições juntamente com o Antigo Testamento. 

Eles acreditavam na vida pós-morte, no juízo vindouro, na ressurreição dos mortos, na existência de anjos e demônios, e que Deus controlava todas as coisas mas que decisões tomadas por indivíduos também contribuíam para o que acontecia no curso da vida de uma pessoa.

Tanto os fariseus quanto os saduceus foram muito censurados por Jesus. Os fariseus resistiam a Jesus, pois o acusavam de quebrar as Leis de Deus e as tradições dos antepassados.

Curiosamente, os fariseus do tempo de Cristo jejuavam três vezes por semana, dizimavam até de suas hortaliças, oravam nas esquinas, entre muitos outros deveres religiosos. Mais interessante ainda é ver que Jesus não os censurou por isso, mas por fazerem dessas práticas o centro de seu relacionamento com Deus.

Hoje em dia, "fariseu" virou sinônimo de pessoa hipócrita, que vive de aparências, fingida, um religioso que gosta de aparecer, mas não vive o que prega.

Interessante que virou moda chamar "fariseu" para as lideranças evangélicas, principalmente quando essas atacam temas polêmicos: casamento gay, aborto, dízimo opcional, etc.

Será que entre os membros e congregados da enorme massa evangélica também não existem fariseus ? 

Seria muita ingenuidade responder "não". E mais simplório ainda pensar que os "hipócritas" estão apenas nos púlpitos. 

Infelizmente, tanto dentro quanto fora das igrejas evangélicas, entre os que cristãos dizem ser, existem pessoa com todas as características negativas dos fariseus. Assim como existem aqueles que se ufanam de serem dizimistas, membros assíduos de uma congregação, etc, existem os que se ufanam de não congregar em nenhuma igreja, de "dizimar" quando e como quiserem, de que "seu pastor é só Jesus", e por aí vai.

Cabem aqui as palavras ditas por  PC Farias em 1992, ao depôr numa CPI a respeito da origem do dinheiro de caixa 2 para a campanha presidencial de Collor de Melo. Disse o finado PC Farias: "somos todos hipócritas".

Isso mesmo. Todos estamos sendo fariseus, quando usamos nossas práticas (ou não-práticas) religiosas para atacar o outro, seja ele "igrejado" ou não. Não há um justo, nenhum sequer, diz a Carta aos Romanos.

Portanto, aos que se acham superiores aos demais por causa de sua conduta religiosa, fica este solene aviso.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

ÉTICA PARA QUÊ ?

Temos a cultura no meio evangélico de que TUDO TEM QUE SER ÉTICO.

Não se pode apontar coisas erradas. Não se pode mostrar que fulaninho é um mau obreiro ou pregador.

Temos que nos livrar desta FALSA ÉTICA.

Ética não é para proteger péssimos obreiros.

Ética não é para isso e sim nos ajudar a viver em harmonia enquanto sociedade, e não resguardar falsos mestres e falsos profetas.

É por causa da desculpa ética que maus obreiros (que nem deveriam subir em um púlpito) "pintam e bordam" no meio evangélico, causando escândalos e produzindo desigrejados e desviados.

Do jeito que está, ouvir certas pregações e nada é a mesma coisa, tendo em vista a pregação de um evangelho antropocêntrico e voltado à prosperidade material.

Acredito que a facilidade de cursar uma faculdade de teologia, e de ascender a algum cargo eclesiástico (em alguns lugares, basta "carregar a mala do pastor") permite que várias pessoas sem preparo algum do ponto de vista espiritual, teológico e de caráter se tornem pastores e pregadores.

Antes isso não estava tão evidente, por causa do pequeno número de evangélicos no Brasil.  Mas com o crescimento da população de confissão cristã, a probabilidade de surgirem falsos mestres e falsos profetas aumenta consideravelmente. 

Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem. 1 Timóteo 4:16


segunda-feira, 18 de agosto de 2014

PAIS, CUIDADO COM OS TIGRES !


- Uma notícia que causou sensação no começo do mês foi o ataque sofrido por um menino de 11 anos no zoológico de Cascavel (oeste do Paraná). Após ser atacado por um tigre, o garoto acabou com o braço direito amputado. No dia 30.07, o menino visitava o zoológico e, desrespeitando as normas de segurança, pulou uma cerca e aproximou-se da grade da jaula do tigre.
- Imagens mostram que ele pendurou-se na grade e colocou o braço dentro para tentar tocar o tigre - que, depois de algum tempo, atacou e dilacerou o braço do garoto. O pai do garoto, que assistia a tudo, só o tirou dali depois do ataque.
- Em depoimento, ele disse que tomava conta do filho mais novo, de 3 anos, e não tinha visto o mais velho pular a cerca.
- Contudo, testemunhas afirmaram que o pai chegou até a incentivar o filho a alimentar o felino. O pai terá que responder por lesão corporal grave e falta de cautela. De acordo com testemunhas no local, o menino estava a dar carne através das grades aos animais, incluindo leões, aproveitando ainda para brincar com os animais com paus e outros objetos.

- Esse episódio nos fala, em primeiro lugar, do cuidado que os pais devem ter com seus filhos. A Bíblia nos alerta:
Ef. 6.4 - Vós, pais, não provoquem a ira dos seus filhos, mas criai-os na doutrina e na admoestação do Senhor.
Pv 22.6 - Ensina a criança no menino em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele.

- A Bíblia também nos fala sobre a obediência dos filhos aos pais:
Pv 1.8 - Filho meu, ouve a instrução do teu pai, e não deixes o ensino de tua mãe.

- Esse episódio nos fala, também, da tendência que o ser humano tem de procurar aquilo que lhe faz mal, pensando que sairá sem dano algum.
Há caminhos que ao homem parecem direito, mas o fim deles conduz à morte.

- Levando esses argumentos para nossa vida espiritual, podemos dizer que todos nós somos como aquele menino. Os tigres da vida estão por aí, disfarçados de várias maneiras: drogas, promiscuidade, prostituição, más companhias, crimes, obras da carne. O apóstolo Pedro nos avisa "o diabo, vosso inimigo, ruge como leão, buscando a quem possa tragar". E muitos de nós, imprudentes como o menino paranaense, ficamos a brincar com o tigre, ficamos a brincar com o pecado e a maldade, achando que nada de mais grave nos acontecerá. Mas as consequências sempre aparecem: fracasso, tristeza, queda, morte espiritual, e até mesmo a morte física. A Bíblia nos avisa: "tudo que a pessoa plantar, isso também colherá". O pecado não é um brinquedo, ele é um tirano.

- Mas Deus não é um pai ausente ou ocupado, como o pai do garoto paranaense. Ele também não nos incentiva a brincar com o tigre. Pelo contrário, Deus nos alerta, nos avisa, a todo momento, de várias formas, para que não entremos no caminho da tentação e da maldade.

- O problema é que muitas vezes não o escutamos. E não fazemos isso por causa do nosso orgulho, dizemos "deixa que eu me viro, deixa que eu sei me cuidar". Nos firmamos na nossa riqueza, na nossa posição, nas nossas realizações, no nosso currículo, e ignoramos os alertas de Deus.


- A Bíblia nos conta no 2º Livro das Crônicas a vida de um piedoso rei chamado Josias, que ao longo de sua vida fez o que agradava a Deus. Porém certo dia, passou por suas terras um exército egípcio indo para uma batalha em outro país, e Josias foi enfrentá-lo. O rei do Egito disse a Josias que não vinha para lutar contra ele, e que Josias desistisse daquela batalha. Diz-nos a Bíblia que não ouviu as palavras de Neco, que saíram da boca de Deus. Ou seja, Deus usou aquele rei egípcio para alertar o rei Josias, mas ele não escutou, e o resultado foi triste: Josias foi morto na batalha. Muitas vezes, Deus fala conosco através das pessoas e dos meios mais inesperados, e nós não escutamos.

Mas quem me ouvir viverá em segurança e estará tranqüilo, sem temer nenhum mal. Provérbios 1:33

Fica então este conselho: Pais, vigiem e cuidem de seus filhos. Filhos, ouçam seus pais.
"Honra teu pai e tua mãe" - este é o primeiro mandamento com promessa - "para que tudo te corra bem e tenhas longa vida sobre a terra". Efésios 6.2.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

CONSTANTINO, UMA VIDA

O ano é 312. Nos oito anos anteriores, a Igreja Cristã sofreu uma das maiores perseguições de sua história, com milhares de mortes. Mas nesse ano algo incrível acontece: o imperador Constantino converte-se à fé perseguida, a qual era abraçada por, no máximo, dez por cento de uma população de cerca de 70 milhões de pessoas, que abrangia o Império Romano daquela época.

Calculista cínico ? Supersticioso ferrenho ? Ou homem de larga visão ? Teria sido o simples interesse egoísta que levou Constantino a realizar tudo o que começou naquele ano ? Se foi, temos que admirar sua coragem !

Vejamos: ele contrariou a fé de quase noventa por cento da população do seu Império.

Ao longo de quase oitenta anos, o paganismo foi sendo proibido, acabando por ser vencido sem que tenham ocorrido perseguições como aquelas movidas contra os cristãos por quase três séculos.

Interessante que nenhuma profecia bíblica referia-se a Constantino. No entanto, é inegável o papel representado por Constantino no Cristianismo moderno. Com ele, o trono romano se tornou cristão, e a Igreja se tornou uma potência. Sem ele, os cristãos seriam apenas uma “seita de vanguarda”.

No entanto, para muitos (especialmente “desigrejados”), Constantino representou o começo do fim da Igreja, o estopim da paganização do Cristianismo.

A conversão de Constantino, através de um sonho, na véspera da Batalha da Ponte Mílvio (29.10.312) marca o início de um novo tempo para o Cristianismo. Para o bem e para o mal, nada mais seria como antes.

Poucos se lembram que a experiência mística de Constantino parece ter acontecido com Licínio, um co-imperador que governava o Ocidente do império (regiões danubianas e o Magreb). No ano de 313, Licínio combateu e venceu o Co-imperador do Oriente. Relatou que um anjo prometeu-lhe a vitória na véspera da batalha, se dirigisse suas preces a um “deus supremo”. O certo é que, após a vitória, Licínio baixou um edito de tolerância, livrando os cristãos orientais das perseguições, mesmo comportamento adotado, um ano antes, por Constantino.

Dois imperadores, governando uma população de quase 70 milhões de pessoas, adotam uma política de tolerância baseada na confissão religiosa de um percentual não superior a dez por cento do império. Por quê ?

E mais: o que levou um deles (Constantino) a passar seus últimos 25 anos de vida repetindo que era apenas um servo de Cristo ?

Guardando as devidas proporções, era como se nos dias atuais o governo brasileiro mudasse de Estado laico para um Estado baseado na confissão religiosa do Espiritismo (dois por cento da população, segundo o censo de 2010 do IBGE).

A população romana deve ter ficado muito surpresa com o comportamento de Constantino naquele momento, mas ficou mais ainda depois disso. Esperavam, talvez, que ele “pagasse sua dívida” com o Deus cristão, construindo-lhe um santuário e culto local, e seguisse como antes; afinal, foi assim que Augusto César tinha procedido em relação ao deus Apolo, após vencer em seu nome Marco Antônio e Cleópatra na batalha de Actium.

É preciso que se diga que as relações dos pagãos com seus deuses eram muito diferentes daquelas que os cristãos mantinham com Deus. Os primeiros tinham um relacionamento espiritual meramente contratual e ocasional: clamavam aos deuses nos momentos de aflição, pagavam seus votos com eles, mas sem dar-lhes a proeminência em suas vidas.

E então surge Constantino, repetindo até o fim de sua vida que era um servo de Cristo. Certamente, o Império ficou muito surpreso.

Wikipedia: Quando Licínio expulsou os funcionários cristãos da sua corte, Constantino encontrou um pretexto para enfrentar seu colega e, tendo negada permissão para entrar no Império do Oriente durante uma campanha contra os sármatas, fez disto a razão para derrotar e eliminar Licínio em 324, quando tornou-se imperador único.

Isso ocorreu em 324. Surpreendentemente, anuncia aos povos ainda pagãos do Oriente Romano que seriam tratado em pé de igualdade com os cristãos, que continuassem (caso quisessem) com seus templos de mentira, os quais não seriam destruídos. “Que os que estão equivocados gozem da paz, que cada um conserve o que pretende para sua alma, que ninguém atormente ninguém”, dizia um de seus decretos. Mais ainda: proíbe formalmente a quem quer que seja de acusar próximo por motivos religiosos - a tranquilidade pública deve reinar. Isso evitava que cristãos mais zelosos agredissem as cerimônias e templos pagãos.

Antes, o Cristianismo era tolerado; agora, era o paganismo que precisava da proteção do governo.

Talvez esta seja a razão de, apesar de cristão, Constantino não ter imposto o Cristianismo pela força das armas e perseguido o paganismo (por exemplo, negando direitos aos súditos pagãos ou desfavorecendo-os em suas carreiras). Quando muito, dizia nos documentos oficiais que o paganismo era uma superstição desprezível, responsabilidade da Igreja quanto a convertê-los, usando mais da persuasão do que da perseguição.

A Enciclopédia Católica afirma: "Constantino favoreceu de modo igual ambas as religiões. Como sumo pontífice ele velou pela adoração pagã e protegeu seus direitos." Qualquer que tenha sido a fé individual de Constantino, o fato é que ele educou seus filhos no cristianismo, associou a sua dinastia a esta religião, e deu-lhe uma presença institucional no Estado romano (a partir de Constantino, o tribunal do bispo local, a episcopalis audientia, podia ser escolhida pelas partes de um processo como tribunal arbitral em lugar do tribunal da cidade24 ). E quanto às suas profissões de fé pública, num édito do início de seu reinado, em que garantia liberdade religiosa, ele tratava os pagãos com desdém, declarando que lhes era concedido celebrar "os ritos de uma velha superstição", enquanto que o Cristianismo era proclamado como a “santíssima lei divina”. Limitou-se a “podar” o paganismo a um nível menos evidente.

Essa atitude do imperador evitou que a maioria pagã se levantasse contra os cristãos, que não eram tão poderosos quanto se possa imaginar, e muito menos, unidos. Assim, o Império foi, ao mesmo tempo, pagão e cristão. Assim como nosso mundo dos dias atuais.

Ainda assim, as maiores querelas durante o reinado de Constantino deveram-se a querelas entre os próprios cristãos.

Segundo algumas fontes históricas, Constantino não tolerou paganismo no que dizia respeito em sua esfera pessoal: não aceitou o culto ao imperador nos moldes dos césares , e dispensou os cristãos de executarem ritos pagãos no exercício de suas funções públicas (os magistrados cristãos, por exemplo, não precisavam mais passar pelo ritual pagão da purificação).

Interessante ainda que Constantino mudou o castigo dos criminosos cristãos (combates mortais na arena) para trabalhos forçados nas minas e pedreiras, a fim de tentar cumprir a lei divina do “não matarás”. Se todos os governos atuais empregassem hoje o mesmo critério...

Nas festas decenais de seu reinado, no ano 315, permite ao povo as celebrações de praxe, com exceção dos sacrifícios rituais.

Teve ainda outras atitudes para tentar “aparar as unhas” do paganismo. A instituição do repouso dominical foi uma delas; outra, mandando construir muitas igrejas, mas nenhum templo pagão.

O rigor de Constantino estava reservado não aos pagãos, e sim aos maus cristãos – separatistas ou hereges. E os havia em quantidade nos primórdios da Igreja Cristã: Arianismo (ensinava que Jesus não era Deus, o Verbo encarnado, e que Jesus teve um começo); Apolinarismo (ensinava que não Cristo possui a natureza humana, era apenas Deus); Nestorianismo (ensinava que a pessoa divina de Cristo e sua pessoa humana estavam divididas e com vontades divididas, mas residindo no mesmo corpo), e por aí vai...

Na qualidade de auto-proclamado Sumo Pontífice, uma espécie de presidente a Igreja, convocou o famoso CONCÍLIO DE NICÉIA para dirimir algumas dessas questões, que não eram apenas religiosas, mas ameaçavam a própria estabilidade política do Império.

Wikipedia: Constantino reconstruiu a antiga cidade grega de Bizâncio, chamando-a de Nova Roma; tratava-se, no entanto, de uma cidade puramente cristã, dominada pela Igreja dos Santos Apóstolos, junto a qual encontrava-se o mausoléu onde Constantino seria sepultado. Os templos pagãos de Bizâncio foram nela preservados, mas neles foram proibidos os sacrifícios e o culto das imagens dos deuses.

AS CONTROVÉRSIAS DE CONSTANTINO

Constantino, por suspeita de intriga para tirá-lo do trono, mandou matar Crispo ( seu próprio filho e sucessor designado) e sufocar sua segunda mulher Fausta num banho sobreaquecido; mandou também estrangular o cunhado Licínio, que havia se rendido a ele em troca da vida e chicotear até a morte o seu filho (e sobrinho do próprio Constantino). O último imperador pagão, seu sobrinho Juliano, dizia que ele era atraído pelo dinheiro e que buscou acima de tudo, enriquecer a si e seus partidários. O que dizer disso ?

Nada. Era o que se esperava de qualquer ser humano. Embora tendo prestado um grande serviço ao Cristianismo, era um ser humano, com a semente do mal e do pecado em seu interior, propenso a errar como errou e pecar como pecou. Foi salvo ? Só Deus o sabe. Mas suas realizações em favor do Cristianismo não podem ser ignoradas

A verdade é que “Deus usa e o homem abusa”. Vejam Saul, o primeiro rei de Israel, escolhido e usado por Deus para libertar Israel (Então tomou Saul o reino sobre Israel; e pelejou contra todos os seus inimigos em redor; contra Moabe, e contra os filhos de Amom, e contra Edom, e contra os reis de Zobá, e contra os filisteus, e para onde quer que se tornava executava castigo.

E houve-se valorosamente, e feriu aos amalequitas, e liberou a Israel da mão dos que o saqueavam.1 Samuel 14:47-48). Mas teve um triste fim, por causa de seus erros e pecados, que não podem ser atribuídos a Deus.

Voltando a Constantino: por que se converteu ao Cristianismo ?


A resposta, segundo Hénene Mosacré, é simples: para quem queria ser um grande imperador, precisava de um grande Deus, que tivesse um grande plano para a Humanidade que criara. O Deus dos cristãos era o único que preenchia esses requisitos.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

YESHUA PRÁ QUÊ ?

Uma novidade recente é que alguns cristãos passaram a se referir ao Salvador pelo nome Yehoshua (ou sua abreviação Yeshua), em vez de JESUS.
 

O que se pode dizer sobre isso ?






De acordo com o COMUNIDADE DA BÍBLIA, vemos que:

Na língua original do Antigo Testamento, o Hebraico, o nome Yehoshua, ou sua abreviação Yeshua, é a forma masculina do substantivo yeshu'ah, que quer dizer salvação. Vejamos por exemplo os versos seguir:

Mateus 1:21 : "E dará à luz um filho e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados."
"Ve hí iolédet ben vecaráta et shmô YESHUA, ki HU YOSHÍA et amô" - "E ela conceberá um filho e chamará seu nome YESHUA, porque Ele YOSHÍA (salvará) o seu povo" (Matityáhu - 1:21).

Lucas 1:76-77 ACF: "E tu, ó menino, serás chamado profeta do Altíssimo, Porque hás de ir ante a face do Senhor, a preparar os seus caminhos; Para dar ao seu povo conhecimento da salvação, Na remissão dos seus pecados;"
"Tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo, porque precederás o Senhor, preparando-Lhe os caminhos, para dar ao Seu povo o conhecimento de Yeshua` ('Salvação'), no redimí-lo dos seus pecados".

Mas de onde vem então o nome Jesus?

A forma plena do nome é "Yehoshua”, que, a partir do Cativeiro, passou a dar lugar a forma abreviada "Yeshua”.
O que ocorre é a transliteração do termo, ou a evolução quando migra para outra língua.
É comum encontrar expressões ou letras em que não exista associação exata, nisto acontecem (frequentemente) pequenas mudanças no termo.
Vejamos a transliteração das formas Yehôshuah, Yeshuah e Iesous.

(Hebraico) Yehôshuah = evwhy (transliteração)
(Hebraico abreviado) Yeshuah = ewvy (transliteração)

Transliterando para o Grego

Y = I
E = E
SH = S
U = OU
AH = US


Portanto, Yeshuah = Iesous.
Transliterado do Hebraico para o Grego, então em grego a palavra usada é Iesous.
A partir daí a palavra foi transliterado do Grego para o Latim como Iesus

Mas 'i' se tornou 'j'?
Isto aconteceu através do Latim; após a Idade Média começou a aparecer na escrita a distinção que já existia na pronúncia entre o i vogal e o i consoante, o qual passou a ser grafado j.
Daí começaram a mudar a escrita de Iesus para Jesus ou Ieremias para Jeremias e entre muitas outras mudanças gramaticais.

Para finalizar então vejamos a evolução da palavra que estamos tratando: Yehoshua” (hebraico pré-exilio),  Yeshua” (hebraico pós-exilio, sob influencia do aramaico) > Iesous (grego) > Iesus (latim) >Jesus (latim) > Jesus (português).

Sendo assim, não vejo motivo para criar um debate teológico em torno do nome.
Como verificamos que as variações são linguísticas e em nada altera a santidade do nosso Senhor Jesus Cristo (ou para quem acha que é mais teólogo que outros, por que conhece algumas expressões hebraicas Yeshua Hammaschiach)....

segunda-feira, 7 de abril de 2014

FAZER O BEM, MAS OLHAR A QUEM !

Se alguma mulher crente tem viúvas em sua família, deve ajudá-las. Não seja a igreja sobrecarregada com elas, a fim de que as viúvas realmente necessitadas sejam auxiliadas. (1 Tm 5.16).
Essa instrução de Paulo a seu discípulo (e pastor) Timóteo nos lembra que o auxílio aos necessitados deve obedecer a certos critérios.
Embora Paulo tenha se convertido após os fatos narrados e Atos 6, certamente ele deve ter conhecimento dos mesmos.
No começo da Igreja Primitiva, a primeira querela não teve a ver com doutrina, mas sim, com o cuidado aos necessitados. Os convertidos não-judeus (a Bíblia os chama “gregos”) reclamaram que as viúvas desse grupo social não estavam sendo tão bem atendidas como as viúvas judias. Isso levou à instituição dos diáconos.
O cuidado com os menos favorecidos tornou-se, portanto, uma preocupação constante da Igreja Primitiva, o que ainda prossegue nos dias atuais, na esmagadora maioria das denominações evangélicas.
Mas vivendo num país com tantos milhões de pobres e miseráveis (apesar das ruidosas campanhas do governo petista de que “vai tudo bem”), é claro que sempre haverá pessoas a socorrer. O próprio Jesus afirmou que sempre teríamos os pobres conosco (João 12.8).
E além dos pobres, há os espertalhões, de todas as classes sociais. Se existem pessoas que se propõe a fraudar o Bolsa-Família e assemelhados, por que não haveriam pessoas dispostas a fazer o mesmo com as igrejas evangélicas, bem mais vulneráveis ?
Uma igreja evangélica comum dificilmente terá fiscais, assistentes sociais, arquivos detalhados, e todo o aparato burocrático necessário para se verificar se as pessoas que estão sendo auxiliadas. Dessa forma, é perfeitamente possível que o alimento vá para as “raposas” em vez das “ovelhas”.
Portanto, a diretriz do Apóstolo dos gentios é realmente válida: os realmente necessitados é que devem ser auxiliados. Isso vale para todos: viúvas, órfãos, aposentados, pensionistas, autônomos, etc. Cabe a nós estabelecer critérios válidos de verificação dessa real necessidade, e colocá-los em prática.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

TODOS SERÃO SALVOS ?

Isso é bom e agradável perante Deus, nosso Salvador, que deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade. 1 Timóteo 2:3-4
Sobre essa passagem bíblica, pode-se construir um perigoso sofisma:
Premissa 1 – Deus quer que todos se salvem
Premissa 2 – Os planos de Deus não são frustrados, Ele faz o que quer (Isaías 46.10; Jó 23.13)
Conclusão: todas as pessoas vão se salvar no final, todos os caminhos levam a Deus.
Então, comamos e bebamos, por que no fim vai dar tudo certo. Afinal, Deus é brasileiro, não é mesmo ?
Esse tem sido o pensamento de muitas pessoas que caminham a passos largos para a perdição eterna. Um pensamento errado, um sofisma, uma falácia, sem dúvida alguma.
A salvação pode ser perdida. Se não pudesse, por que Deus nos avisaria para vigiarmos (Marcos 13.37) e para guardarmos o que temos, a fim de não perdermos nossa coroa ? (Ap 3.10)
Além disso, a narrativa bíblica nos fala do tormento eterno no Lago de Fogo (Apocalipse 20.14-15) e da fumaça do tormento que sobre para sempre (Apocalipse 14.11). Nada disso seria mencionado na Bíblia se todos fossem salvos.
O que nos permite concluir que o desejo de Deus para que todos sejam salvos não é ABSOLUTO, mas LIMITADO.
Deus limitado ? Como pode ser ? Quem o limitou ?
A resposta é : ELE PRÓPRIO.
O desejo de Deus é limitado pela Sua própria justiça.
Essa justiça se manifesta nas seguintes passagens bíblicas:
Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado. Marcos 16:16
Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. João 3:18
O que nos permite concluir que o “desejo” de Deus se assemelha à vontade que qualquer pai ou mãe tem de que seus filhos se tornem cidadãos de bem ao crescer, o que não impede que esses filhos apodreçam em penitenciárias por crimes bárbaros, cometidos à revelia da instrução paterna.
Da mesma forma, a vontade (ou desejo) de Deus pela salvação geral não impedirá que as pessoas sejam lançadas no inferno por seus pecados, cometidos à revelia do Salvador.

É por esse motivo que o IDE de Cristo (Mateus 28) se mostra tão urgente. Pois após esta vida, não há mais esperança de mudar nosso destino eterno. Se houvesse, a pregação do Evangelho ficaria em segundo lugar, e a prática das boas obras seria o carro-chefe da doutrina cristã.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

QUANDO O OBREIRO É RÉU

Não aceite acusação contra um presbítero, se não for apoiada por duas ou três testemunhas. 
Os que pecarem deverão ser repreendidos em público, para que os demais também temam. (1ª Timóteo, 5.19-20)

Merece nossa atenção esta recomendação de Paulo sobre como deveriam ser tratadas acusações (de todos os tipos, o apóstolo não especifica) contra os obreiros.
Por OBREIROS, quero dizer de AMBOS OS SEXOS: homens e mulheres, obreiros e obreiras.
Quando Paulo se refere a PRESBÍTEROS (ou anciões), nada impede que, por analogia, seja aplicada essa regra a pastores, diáconos, e qualquer classe e obreiro que exista ou venha a existir na igreja.
Em primeiro lugar, a acusação não pode ser anônima. Precisa haver testemunhas que comprovem o que foi afirmado. Claro que nem tudo se resume à prova testemunhal. Podemos ampliar esse conceito para todo tipo de provas: fotos, vídeos, uma declaração escrita firmada em cartório, documentos idôneos em geral, e todas as demais provas admitidas no ordenamento processual brasileiro.
Com isso, podemos excluir as provas anônimas, as inidôneas (uma filmagem desfocada, por exemplo), as provas obtidas por meios ilícitos (um “grampo telefônico” ilegal), dentre outras.
Em segundo lugar, a acusação não pode ser isolada, ou seja, partir de apenas uma única fonte. Claro, uma única fonte pode COMEÇAR o processo acusatório, mas a partir dali se deduz que deve haver uma investigação para se colherem mais elementos a fim de esclarecer o fato. Podemos usar, inclusive, as regras inquisitoriais e processuais existentes no direito brasileiro. Se a lei dos homens, falha e imperfeita, concede o direito da ampla defesa e do contraditório, com muito mais razão a Igreja deve conceder esses direitos ao obreiro que está sendo acusado de algo que vá de encontro aos ditames bíblicos.
Em terceiro lugar, Paulo fala da repreensão pública aos faltosos. Se aplicadas as orientações que falamos no parágrafo anterior, fica bem claro que essa repreensão acontecerá apenas AO FINAL do processo investigatório (a cargo do regimento e estatuto de cada igreja), E SE COMPROVADA a acusação e que o obreiro incidiu na conduta delituosa.
Essa repreensão, é claro, pode ser algo mais que um “sermão oral” ao obreiro. Entendo que podem muito bem ser aplicadas, por analogia, outras leis brasileiras que tratem do assunto. Por exemplo, para funcionários públicos geralmente são estabelecidas as penalidades de advertência (verbal ou escrita), suspensão por até 90 dias, e demissão, sendo consideradas: a natureza da infração, sua gravidade e as circunstâncias em que foi praticada; os danos dela decorrentes; a repercussão do fato; os antecedentes do infrator.
Por fim, o Apóstolo estabelece ainda que a repreensão seja em público, “para que os demais também temam”. Como conciliar esse “em público” com a lei brasileira, que restringe a exposição da imagem da pessoa (mesmo dos infratores) ? Chamar o o obreiro na frente da congregação, num dia de maior frequência ao culto, e ali expôr o caso e a penalidade, podem resultar num processo judicial de indenização por danos morais !
Mas a Bíblia é clara: o caso não pode ficar “em segredo”; deve servir de exemplo a todos, para evitar a sensação de impunidade.
Desta forma, devem-se buscar alternativas para se dar PUBLICIDADE ao caso, mas sem que isso abale a honra e a dignidade do obreiro, sem que isso cause dor, sofrimento ou exposição indevida em razão de situação constrangedora.
Um exemplo é transformar o ocorrido em um resumo, lido na reunião periódica dos obreiros locais e afixado no quadro de avisos da igreja (caso haja). O obreiro punido não precisaria estar presente.
Claro que estas breves considerações não esgotam o assunto. Num país continental como o nosso, com milhares de igrejas e denominações evangélicas, surgirão muitas situações exóticas. Mas o bom senso, o respeito às leis (seculares e bíblicas), e principalmente a orientação do Espírito Santo, poderão resultar em uma disciplina séria, na medida certa, que puna o obreiro ofensor mas sem fechar-lhe a porta da restauração ministerial.

Aliás, diante de tantos escândalos em igrejas, essas recomendações de Paulo são atualíssimas.

quinta-feira, 27 de março de 2014

CLONAGEM DE IGREJAS

 Chamou-me a atenção no site SEMENTE DA FÉ artigo referente à chamada CLONAGEM DE IGREJAS.
Nada mais é do que a utilização indevida de marcas tradicionais no meio protestante (evangélico). 
Na prática, isso significa que qualquer pessoa disposta a alugar ou emprestar uma salinha, pode colocar uma placa escrita “Igreja Assembléia de Deus” (ou Batista, ou Metodista, etc) e passar a reunir pessoas com fins religiosos (ou nem tanto). 
Isso é consequência direta do direito constitucional de liberdade religiosa, como também, do fato de que referidos nomes já caíram no domínio público (a Assembléia de Deus, por exemplo, já é centenária).
Por que essas novas igrejas insistem em usar velhos nomes ? Ora, pelo apelo popular, é claro. 
E por que esse apelo é tão necessário ? Certamente devido à concorrência religiosa feroz que se estabeleceu nos grandes centros urbanos, o que leva à escolha de nomenclaturas religiosas em que se misturam os nomes tradicionais e expressões apelativas ou cômicas, criadas alegadamente a partir de “experiências místicas”. 
E o que é pior: quem faz isso não comete nenhum ilícito, seja penal, seja civil.
Isso porque não existe nenhum tipo de controle, público ou privado, sobre as igrejas que são abertas (e nem poderia, por freio constitucional), muito menos sobre as lideranças escolhidas (ou auto-escolhidas).
As convenções de igrejas não são obrigatórias para ninguém, e mesmo nessas, não existe um controle tao rígido sobre como e o quê cada igreja-membro realiza, a não ser em casos extremos de heresia.
Dessa forma, pessoas mal-intencionadas ou simplesmente ignorantes quanto aos rudimentos da fé podem abrir uma facção religiosa e ensinar o que bem entenderem, contanto que não vá de encontro às leis pátrias. 
Com isso, “a porteira está aberta” para o surgimento de toda sorte de heresias e exageros. 

Teologia da Prosperidade, Confissão Positiva, Triunfalismo, Misticismo, Naturismo (sim, igrejas de gente “pelada”), Homossexualismo, são apenas alguns dos “fogos estranhos” que vemos hoje em dia. 
Não se cometa aqui o erro de generalizar, dizendo que TODAS essas igrejas “clonadas” são arapucas, armadilhas para tirar dinheiro dos incautos, etc. Essa não é a nossa fala. Isso qualquer igreja pode vir a ser (inclusive as mais tradicionais e históricas), basta um descuido na doutrina e na vivência eclesiástica. Portanto, não é isso que está em jogo.
Segundo o pastor José Wellington Bezerra da Costa, presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil (CGADB), essa “clonagem gospel” resulta, às vezes, em líderes sem qualquer preparo teológico ou eclesiástico, e visam apenas explorar a boa-fé-alheia, o que acaba afastando muitas pessoas do Evangelho, desiludindo-as com as igrejas em geral; além de sujar o nome das igrejas tradicionais, inclusive no aspecto financeiro (SPC, SERASA, etc). Mas reconhece que mesmo isso tem o seu lado positivo, já que também é um meio de semear o Evangelho ainda que por “mãos tortas”.
Embora o prejuízo maior seja das igrejas tradicionais, elas não podem ser responsabilizadas pelos escândalos e desmandos de pessoas que não fazem parte de seu corpo eclesiástico. Além disso, essas igrejas tradicionais não possuem nenhum mecanismo legal para coibir essa “clonagem”. Quando muito, podem pedir à “igreja clone” a mudança do nome, ou ainda, acionar a Justiça apenas e tão somente no caso de um nome já registrado (o que é bem raro).
Não se pode esquecer que as igrejas históricas e tradicionais, mesmo a maioria das pentecostais, tem um processo de seleção de membros e lideranças, de prestação de contas, possuem estatutos e regimentos, enfim, possuem uma forma de controle e transparência certamente maior e melhor que muitas “igrejas Dolly”.
E chegamos a um ponto que acredito importante sobre os desigrejados: é inegável que muitos deles deixaram de congregar em igrejas evangélicas. Os motivos são os mais variados, mas principalmente, os desmandos e maus-tratos a que foram submetidos.
Dessa forma, podemos concluir que muitas “igrejas clones” na verdade são “fábricas de desigrejados”. Que Deus tenha misericórdia de nós !


quarta-feira, 26 de março de 2014

REFLEXOS DA AUTORIDADE PASTORAL

A autoridade pastoral é uma arma poderosa, porém às vezes, é mal utilizada no trato com as ovelhas.
Existem obreiros que são autoritários demais.


Outros, usam sua autoridade muito menos que poderiam, alegando "amor e tolerância".
Existem, ainda, aquelas ovelhas que se insurgem dizendo: "não precisamos obedecer ninguém", "o pastor (obreiro) não é nosso dono", etc.
Mas o que a Bíblia nos ensina ?
Vejamos a conduta pastoral do jovem Timóteo, filho na fé do Apóstolo Paulo.
Partindo eu para a Macedônia, roguei-lhe que permanecesse em Éfeso para ordenar a certas pessoas que não mais ensinem doutrinas falsas, e que deixem de dar atenção a mitos e genealogias intermináveis, que causam controvérsias em vez de promoverem a obra de Deus, que é pela fé. (1 Tm 1.3-4).
Timóteo, exortado por Paulo, deveria ORDENAR a alguns crentes rebeldes como deveriam se comportar. Não pedir, não aconselhar simplesmente, mas ORDENAR.
O verbo “ordenar” aparece ainda 4 vezes nas cartas a Timóteo.
Ordene e ensine estas coisas (1 Tm 4.11)
Ordene estas coisas para que sejam irrepreensíveis (1 Tm 5.7)
Ordene-lhes que pratiquem o bem, sejam ricos em boas obras, generosos e prontos para repartir. (1 Timóteo 6:18)
Ordene aos que são ricos no presente mundo que não sejam arrogantes, nem ponham sua esperança na incerteza da riqueza, mas em Deus, que de tudo nos provê ricamente, para a nossa satisfação. (1 Timóteo 6:17)
Essa autoridade se estendia até mesmo aos escravos cristãos.
Todos os que estão sob o jugo da escravidão devem considerar seus senhores como dignos de todo o respeito, para que o nome de Deus e o nosso ensino não sejam blasfemados. (1 Tm 6.1)
Os que têm senhores crentes não devem ter por eles menos respeito, pelo fato de serem irmãos; pelo contrário, devem servi-los ainda melhor, porque os que se beneficiam do seu serviço são fiéis e amados. Ensine e recomende essas coisas. (1 Tm 6.2)
Paulo poderia simplesmente ordenar que os escravos cristãos se rebelassem, ou que os senhores cristãos libertassem seus escravos. Por que ele não fez isso ? Seria ele a favor da escravidão ? Claro que não. O contexto das outras cartas de Paulo nos permite concluir que o Apóstolo dos Gentios sabia que a escravidão ainda não poderia ser excluída da sociedade antiga, mas poderia ser amenizada pela vivência cristã. E nesse ponto, instrui Paulo a Timóteo que este RECOMENDASSE essas coisas, ou seja, não era um simples aconselhamento. Eram INSTRUÇÕES, como lemos no texto seguinte:
Se você transmitir essas instruções aos irmãos, será um bom ministro de Cristo Jesus, nutrido com as verdades da fé e da boa doutrina que tem seguido. (1 Timóteo 1:3-4).
Ah, mas com certeza esse era um caso isolado”, dirão os mais liberais. Será mesmo ?
Vejamos outro líder cristão, TITO, discípulo de Paulo.
É isso que você deve ensinar, exortando-os e repreendendo-os com toda a autoridade. Ninguém o despreze.Tito 2:15.
Ensine os escravos a se submeterem em tudo a seus senhores, a procurarem agradá-los, a não serem respondões e a não roubá-los, mas a mostrarem que são inteiramente dignos de confiança, para que assim tornem atraente, em tudo, o ensino de Deus, nosso Salvador. Tito 2:9-10
Novamente, vemos repassada à Tito a mesma postura ensinada a Timóteo.
Conclusão: pastor não é um simples “guia”, “tutor”, “ensinador”. É alguém que detém autoridade de Deus para guiar as ovelhas. 
Por isso, essa autoridade deve sempre ser usada com muito cuidado e sabedoria.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014


   A morte de um adolescente no distante Quirguistão, vitimado pela PESTE BUBÔNICA (noticiado na revista AVENTURAS NA HISTÓRIA, ED. ABRIL, ED. 123, OUT/2013), serviu para lembrar ao mundo que essa doença não é apenas

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Cristão que enfeita sua casa para o Natal é idólatra?


FONTE: BLOG DO CIRO
Na Palavra de Deus, encontramos mandamentos claros quanto à idolatria. Em 1 Coríntios 10.7,14 está escrito: "Não vos façais, pois, idólatras [...]; meus amados, fugi da idolatria". E, em 1 João 5.21, lemos: "Filhinhos, guardai-vos dos ídolos". Mas, o que é idolatria, de acordo com as Escrituras?

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

OBREIROS FARISEUS

A palavra Fariseu tem o significado de "separados", "a verdadeira comunidade de Israel", "santos".

Mas desde os tempos de Cristo, a palavra "fariseu" ganhou um sentido